Congresso Search e Vendas 2013: um resumo do que vi (parte I)

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No dia 15 de março estive no Congresso Search e Vendas, mais um grande evento promovido pelo E-commerce Brasil e Imasters. Por uma grande coincidência (ou não), o evento foi realizado justamente no dia do consumidor. Nada mais apropriado para um evento sobre vendas online, tanto para quem é comerciante, quanto para quem é cliente, ou seja, praticamente todos os presentes. Além de contar com grandes nomes como palestrantes, o evento foi realizado no Hotel Unique, sem dúvida, uma obra de arte.

Foto: Hotel Unique
Foto: Hotel Unique

Um pouco do que vi no Search e Vendas (parte 1)

O evento foi dividido em dois blocos: o primeiro, na parte da manhã, contou com três palestras e um bate-papo sobre ROI, todas em um auditório unificado. Devido ao volume de conteúdo, vou dividir o post em dois. Hoje veremos o que rolou de mais importante na parte da manhã. A parte da tarde contou com três auditórios, onde os temas das palestras foram divididos em: Marketing e Personalização (azul), Pós-venda e relacionamento (verde) e Search e canais de vendas (amarelo), que veremos no próximo post.

Estratégias de E-commerce Marketing: uma experiência integrada

Jay Basnight, Head Global de estratégia digital da Puma

A apresentação do Jay foi a primeira do dia e teve como contexto a construção e divisão, comum nos EUA, dos setores de marketing e vendas. Enquanto o primeiro responde pela parte criativa, engajamento e experiência, o segundo é voltado aos resultados, dados estatísticos e racionais. Além desta divisão, o departamento de TI entra como um 3º elemento, onde todos precisam chegar ao mesmo lugar. Jay abordou as diferenças dos setores e como a integração de todos na Puma, melhorou o desempenho da empresa.

Jay apresentou seus insights sobre alguns canais, especialmente sobre o email. Segundo ele, o email é o grande diferencial do digital, uma forma de construir e aumentar o branding das marcas, não necessariamente vender. A utilização do conteúdo nas mídias sociais, especialmente os vídeos, é o grande apelo da Puma. No e-commerce nos EUA, por exemplo, as imagens foram substituídas por vídeos, algo realmente interessante. A ideia por trás desta abordagem, segundo Jay, é fornecer tanta informação para o cliente, todos os ângulos dos produtos, que seja impossível ele não querer comprar. Para concluir, Jay aponta que a operação da Puma se divide em 3: Analytics (dados, KPIs), multi-screen (todas as formas de impactar o cliente) e Inovação, trazendo novos formatos e abordagens para o e-commerce.

Foto: e-commerce Brasil e Kadu Films
Foto: e-commerce Brasil e Kadu Films

Otimização da Taxa de Conversão: É irracional! Por que vender para o cérebro lógico não vai trazer resultados

Tim Ash, Chair da Conversion Conference

Uma das maiores autoridades quando falamos de otimização de páginas para conversão: Tim Ash, autor do livro “Landing Page Optmization: The definitive guide to testing and tuning for conversions”. Tim, sem dúvida, é um ótimo palestrante. Divertido e interativo com a plateia, se sentiu em casa, apesar do seu tema não ser muito fácil: entender a personalidade das pessoas enquanto navegam.

A apresentação foi dividida em 4 partes. A primeira abordou as três divisões do nosso cérebro: o lado racional, emocional e reacional. Desta forma, temos o neo-cortex, responsável pelas razões e planos, sistema límbico, sentimentos e lembranças e o “cérebro haste”, reações e sobrevivência.

Tim Ash - Search e Vendas

A parte II trouxe a composição do cérebro dos répteis, muito parecido com o nosso, quando navegamos pela internet: preguiçoso, gosta de escolhas simples, muito impaciente, automático. Em linhas gerais, o que este tipo de cérebro mais odeia são mudanças, coisas muito novas ou que o faça pensar.

A parte III trouxe dicas práticas de como otimizar seu site para ter mais conversões.

1)      Crie poucas escolhas e deixe evidente qual é a melhor opção. Remova escolhas muito parecidas, evite que o cliente “pense” demais para escolher.

2)      Use uma grande âncora: mostre os produtos com preço mais elevado primeiro, mesmo que ele não venda bem, fará com os que os que possuem preços mais acessíveis pareçam muito mais baratos.

3)      Participe das tribos: se você tem um público-alvo, otimize seu site para aquele público. Não se preocupe com o que os “padrões” de sites bem feitos dizem.

4)      Entenda o poder das imagens: a evolução das redes sociais é uma prova do quanto as imagens têm poder. As imagens são poderosas e passam a mensagem rapidamente. Neste ponto, usar ferramentas de eye e mouse tracking, podem ser ótimas formas de saber o que está funcionando ou não.

Por fim, a parte IV ficou reservada para dicas de leitura e de eventos sobre o tema de otimização de páginas.

Confira a seguir os slides da apresentação. Apesar de ser de outro evento, é o mesmo conteúdo abordado no Search e Vendas.

O ROI do Search está acabando. E agora?

Tiago Luz, CEO da Underdogs, Roney Almeida, Gerente de E-commerce da TVZ, Leo Cid, CEO da Ad. Dialeto e Cláudio Coelho, Kenshoo Brasil.

Bem, mesas-redondas e painéis sempre trazem uma enxurrada de opiniões e insights. Neste caso não foi diferente. Apesar do tema do bate-papo ser uma afirmação: o ROI do Search está acabando, o que pude tirar de conclusão de tudo o que foi dito:

O ROI do Search não está acabando literalmente, ele está se dividindo. A cada ano, o search divide os resultados com mais e mais canais. Mídia online, off-line, SEM, mídia tradicional. O fato é que há mais canais para compartilhar os resultados. Sendo assim, nem sempre é possível manter o mesmo ROI no mesmo canal, já que junto aos demais, o Search pode ter diminuído, ou menor, ter o retorno diluído.

Fonte: E-commerce Brasil e Kadu Films
Fonte: E-commerce Brasil e Kadu Films

Uma dica que serve a todos, dada pelo Tiago, é a utilização da Conversão Assistida, do Google Analytics. É uma forma de saber com mais precisão todo o ciclo do seu consumidor até fechar uma compra. Para saber mais sobre o tema, sugiro a leitura de:

O fato é que mais canais dividem o ROI e o Search divide os holofotes com um mundo de outras fontes de retorno.

A necessidade de inovação no varejo

Luli Radfahrer, professor da USP e Colunista Folha

Luli dispensa apresentações. Sempre presente nos melhores eventos do país, ele tem bagagem intelectual para falar de tendências, comportamento e inovação. Sua apresentação girou em torno de tendências e porque o varejo precisa estar preparado para o que virá.

Luli Search e vendas

Não consegui pegar todas as tendências. Uma porque foram muitas e o Luli realmente fala rápido. Porém, confira a seguir as principais:

1)      Internet das coisas: a inteligência será distribuída em todos os objetos. Sua geladeira saberá quando o leite vai acabar e, sem que você precise interferir, ela mesmo comprará mais pela internet, utilizando um software. Algo nesta linha.

2)      China ultrapassa os EUA em pesquisa: com milhões de pessoas na faculdade, naturalmente o volume de pesquisa na China será muito superior ao dos EUA e do resto do mundo. O que resta saber é se a qualidade virá na mesma esteira.

3)      Mobile ultrapassa desktops: algo que não está muito longe de acontecer, especialmente para as mídias sociais.

4)      3D em todo lugar: a Copa está chegando e, geralmente, grandes eventos esportivos são uma vitrine para a popularização de algumas tecnologias. Foi assim com o LCD em 2010, certamente será assim com o 3D em 2014.

5)      Verticalização do mobile: grandes empresas juntas criando sistemas operacionais e funções próprias para seus serviços.

6)      Tablet de 7”: O iPad foi uma revolução. Porém, ele ficou devendo em uma coisa. Não dá para usar o iPad confortavelmente com apenas uma das mãos. Como iremos dirigir, ver os recados no Facebook e a TV?

7)      Oled: Telas dobráveis de LCD.

8)      Crowdfunding: boas ideias não podem mais esperar os investidores-anjo;

9)      Marcas com personalidade: chega de tremer quando alguém posta uma foto de uma barata no sanduíche da sua lanchonete. As marcas vão ser menos temerosas a reclamações nas rede sociais;

10)   Aplicativos para tudo: da sua rádio preferida a quantas calorias você gastou cantando sua música preferida, os aplicativos vão invadir ainda mais os dispositivos.

11)   M-commerce e cibercrime: ser vítima de crimes virtuais, como roubo de senhas e dados de cartão não será mais exclusividade dos desktops.

Assim foi a palestra do Luli. Uma enxurrada de ideias, tendências e piadas divertidas.

Este foi um resumo do que aconteceu no Search e Vendas 2013. Na próxima etapa, vou falar sobre as palestras e temas dos auditórios temáticos.

Até mais!

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