O SEO está morrendo? Os algoritmos, filtros e as buscas na internet

SEO | 8 Comentários

Um dos meus grandes ídolos, Chris Anderson, já disse no polêmico texto “The web is dead” que a internet plural que conhecemos está morrendo. Cada vez mais, limitamos o uso da rede a aplicativos e as mesmas fontes de informação. Uma das frases mais interessantes deste texto é “Você passa o dia na internet, mas não na web”. De fato, se olharmos para o nosso comportamento, é isso mesmo o que fazemos. Aplicamos sem perceber, filtros, seja das pessoas que seguimos, as fontes que acessamos.

Hoje, de forma despretensiosa, perguntei na fan page do .com/teúdo quais livros as pessoas estavam lendo. Uma das respostas mais interessantes veio da minha ex-colega de Baixaki, Luisa Barwinski. Luísa comentou que estava lendo “The Filter Bubble: What the Internet is Hiding from You”, em português, O filtro bolha: o que a internet está escondendo de você.

O livro foi escrito por Eli Pariser e a tese apresentada no livro virou uma apresentação no TED. Ao longo da sua fala, Pariser apresenta fatos de como sites como Google, Facebook e Yahoo! Escondem arbitrariamente informações das nossas redes e funcionam como censores do século XXI.

Sem dúvida, é algo a se pensar e a criticar. Por um lado, termos filtros automáticos como o EdgeRank pode ser bom, mas a partir do momento em que isso limita nossa forma de ver a pluralidade da web, pode ser um grande problema.

O tema não poderia estar mais em evidência, especialmente pelo lançamento das novas ferramentas sociais do Google nos resultados de pesquisa. Agora, seus contatos no Google+ podem influenciar os resultados da sua SERP. A forma como você navega na web, que sistema operacional usa, qual navegador ou computador também

Seria o fim do SEO como conhecemos? Seria o fim da relevância dos sites e conteúdo dando espaço para relevância das redes? O que você acha?

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8 Comentários

  1. Camila! Muito legal seu texto, concordo com os fatos, mas gostaria de expor um pensamento, que com certeza não é só meu!

    Será que as pessoas estão preparadas para serem livres? Ter acesso a tudo, sem filtro?

    Se o Google não filtrasse a você, o que ele considera relevante a você, será que você o usaria?

    É complicado, há muito mais sociologia e filosofia por trás disso do que podemos imaginar! É mais ou menos como em “Matrix”!

    De qualquer forma o SEO não morreu e nem morrerá! Até porque SEO é a otimização para um sistema de busca, ou seja, ele com certeza se modificará, para atender melhor aos novos algorítimos!

    beijos,
    André Gibin

    1. Oi André, muito bacana seu comentário e usar o “SEO morreu?” como uma pergunta, não afirmação, foi justamente para trazer outras perspectivas. Não sei se as pessoas estão prontas para ter tudo sem filtro e não acredito que isso seja possível. Como dito no vídeo “Um esquilo morto no seu jardim, pode ser mais relevante para você do que a fome na África”. O que, sem dúvida, é um pensamento egoísta, mas é um filtro, não podemos nos preocupar com tudo, ler tudo e saber de tudo. Filtro são essenciais.

      O problema, que comentei no comentário anterior, é a construção de filtros baseados em algoritmos e, de certa forma, sem a participação direta da pessoa.

      Obviamente, para quem trabalha com SEO ele não morreu e nem morrerá. Porém, ele está mudando e algumas variáveis de posicionamento não estão mais nas mãos dos profissionais, mas do próprio usuário. Essa era da personalização é que me faz questionar até quando o SEO como conhecemos existirá.

      Para mim, a tendência é que cada pessoa tenha o seu próprio algoritmo de relevância de resultados, integrando seu local de busca, sua rede de contatos, navegador. Pode ser muito “futurista” minha visão, mas creio que em alguns anos, a SERP será como impressão digital ou DNA, cada um terá a sua.

      Mas, o mais bacana disso tudo é incentivar a discussão. Não trabalho diariamente com SEO, essa não é minha profissão. Se você trabalha, seria bacana trazer mais da sua opinião sobre o tema.

      Bjs e obrigada

  2. Camila! Muito legal seu texto, concordo com os fatos, mas gostaria de expor um pensamento, que com certeza não é só meu!

    Será que as pessoas estão preparadas para serem livres? Ter acesso a tudo, sem filtro?

    Se o Google não filtrasse a você, o que ele considera relevante a você, será que você o usaria?

    É complicado, há muito mais sociologia e filosofia por trás disso do que podemos imaginar! É mais ou menos como em “Matrix”!

    De qualquer forma o SEO não morreu e nem morrerá! Até porque SEO é a otimização para um sistema de busca, ou seja, ele com certeza se modificará, para atender melhor aos novos algorítimos!

    beijos,
    André Gibin

    1. Oi André, muito bacana seu comentário e usar o “SEO morreu?” como uma pergunta, não afirmação, foi justamente para trazer outras perspectivas. Não sei se as pessoas estão prontas para ter tudo sem filtro e não acredito que isso seja possível. Como dito no vídeo “Um esquilo morto no seu jardim, pode ser mais relevante para você do que a fome na África”. O que, sem dúvida, é um pensamento egoísta, mas é um filtro, não podemos nos preocupar com tudo, ler tudo e saber de tudo. Filtro são essenciais.

      O problema, que comentei no comentário anterior, é a construção de filtros baseados em algoritmos e, de certa forma, sem a participação direta da pessoa.

      Obviamente, para quem trabalha com SEO ele não morreu e nem morrerá. Porém, ele está mudando e algumas variáveis de posicionamento não estão mais nas mãos dos profissionais, mas do próprio usuário. Essa era da personalização é que me faz questionar até quando o SEO como conhecemos existirá.

      Para mim, a tendência é que cada pessoa tenha o seu próprio algoritmo de relevância de resultados, integrando seu local de busca, sua rede de contatos, navegador. Pode ser muito “futurista” minha visão, mas creio que em alguns anos, a SERP será como impressão digital ou DNA, cada um terá a sua.

      Mas, o mais bacana disso tudo é incentivar a discussão. Não trabalho diariamente com SEO, essa não é minha profissão. Se você trabalha, seria bacana trazer mais da sua opinião sobre o tema.

      Bjs e obrigada

  3. eu associo os filtros aos telecomandos das televisões e à capacidade/velocidade de fazer zapping. ou seja, com o zapping, construimos uma informação à nossa medida. Com os filtros passa-se o mesmo, ao faze-los nos mais diversos meios, estamos desde logo a condicionar o tipo de informação que queremos ter acesso…. acredito que quem produza os conteúdos tenha uma tarefa mais complicada pela frente, adequa-los aos ritmos de  leitura, e às curvas de interesse… que na minha opinião estão cada vez menores

    1. Obrigada pelo comentário Questina. Porém, o que o Eli fala e eu corroboro, é que os filtros na internet está sendo feitos de forma “forçada”, nem sempre com o consentimento do leitor. É diferente você pegar o controle e mudar de canal e ter conteúdo ocultado das suas buscas. Com certeza, filtros são essenciais na vida de todos e muito úteis. O problema apresentado no texto é que nem sempre temos como escolher o que filtrar. Sugiro a leitura do livro citado no texto para entender melhor a ideia. Com esse tipo de mecanismo, vamos criar cada vez mais nichos personalizados e olhar menos para fora deles, pois tudo estará voltado a apenas nosso interesse, como se fosse um mecanismo que nos fechasse cada vez mais dentro de um mesmo pensamento. Mas acho que este seja um tema para debatermos mesmo. Abraços

  4. eu associo os filtros aos telecomandos das televisões e à capacidade/velocidade de fazer zapping. ou seja, com o zapping, construimos uma informação à nossa medida. Com os filtros passa-se o mesmo, ao faze-los nos mais diversos meios, estamos desde logo a condicionar o tipo de informação que queremos ter acesso…. acredito que quem produza os conteúdos tenha uma tarefa mais complicada pela frente, adequa-los aos ritmos de  leitura, e às curvas de interesse… que na minha opinião estão cada vez menores

    1. Obrigada pelo comentário Questina. Porém, o que o Eli fala e eu corroboro, é que os filtros na internet está sendo feitos de forma “forçada”, nem sempre com o consentimento do leitor. É diferente você pegar o controle e mudar de canal e ter conteúdo ocultado das suas buscas. Com certeza, filtros são essenciais na vida de todos e muito úteis. O problema apresentado no texto é que nem sempre temos como escolher o que filtrar. Sugiro a leitura do livro citado no texto para entender melhor a ideia. Com esse tipo de mecanismo, vamos criar cada vez mais nichos personalizados e olhar menos para fora deles, pois tudo estará voltado a apenas nosso interesse, como se fosse um mecanismo que nos fechasse cada vez mais dentro de um mesmo pensamento. Mas acho que este seja um tema para debatermos mesmo. Abraços

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