No mundo da busca, palavra-chave é “rei” – Semana de Marketing Digital ESPM

SEO | Nenhum comentário

No dia 03/02 tive a honra de participar da Semana de Marketing Digital da ESPM. A convite da incomparável Martha Gabriel, falei um pouco sobre palavras-chaves no módulo de SEO e Busca da SMD da ESPM, que contemplou várias temáticas. Ao lado de referências do SEO Brasil como Fábio Ricotta e Tomás Händel Trojan, apresentei um pouco da minha experiência e opinião sobre a elaboração de uma estratégia de keywords para otimização de sites e redes sociais.

Como foi

Ao invés de apenas “jogar” os slides, vou explicar um pouco meu raciocínio na hora de definir a linha da apresentação.  Obviamente, a seguir você encontra os slides da palestra.

A palestra foi dividida em 10 partes. Para começar, um pouco de história e evolução.

1)      Ciclo de vida do SEO

Comecei falando sobre o ciclo de vida do SEO. A partir de alguns acontecimentos, frisei a importância de observar a evolução dos buscadores, mas, sobretudo, a importância de realizar as técnicas mais “antigas” em conjunto com as novas funcionalidades. A personalização da SERP, como foi possível observar também na palestra do Fábio Ricotta, é a grande “novidade” do Google para o próximo ciclo de evolução.

2)      A importância das palavras-chave

Como o tema da palestra era palavras-chave, salientei como e porque as keywords são a base de sua estratégia de otimização. Além de brincar no título, contra argumentando que as palavras-chave, não o conteúdo é rei, trouxe outra metáfora para ajudar a explicar a importância de uma boa estratégia.

Então, se o conteúdo é rei, para mim, as palavras-chave são Chuck Norris, pois acima dele só Deus. Brincadeira à parte, na sequência trabalhei com algumas ferramentas e estratégias para definição e seleção de palavras-chaves eficiente.

3)       Criar uma estratégia de keywords

Para criar uma estratégia de palavras-chave sugeri 4 passos:

a)      Autoconhecimento: conheça seu negócio e saiba o que e para quem você pode vender.

b)      Inversão de papeis: coloque-se no lugar do seu consumidor e tente imaginar como ele poderia buscar seu produto ou serviço;

c)       Pesquise a concorrência: utilize algumas ferramentas para ter uma ideia geral do seu mercado, quem são seus concorrentes ou líderes em seu segmento;

d)      Insights: após estes três passos, crie uma lista de palavras que você acredita ser interessante.

No tópico a seguir vamos refinar essas palavras.

4)      Filtrar palavras com mais potencial

A ideia deste tópico é apresentar algumas ferramentas que irão ajuda-lo a encontrar palavras-chaves que serão úteis para gerar tráfego e converter. Por isso, é bom ter um nivelamento de palavras-chave que tragam pessoas, mas por outro lado, ter keywords que tragam clientes.

Ferramentas como o Adwords e Keyword Discovery são algumas alternativas que ajudam a definir palavras de tráfego e de conversão.

5)      Cauda Longa

É impossível falar de keywords sem falar em Cauda Longa. Uma das teorias contemporâneas mais importantes para o mercado de e-commerce, ajuda a entender porque ser genérico no SEO pode não ser uma boa ideia. Em linhas gerais, a Cauda Longa apresenta a força dos nichos de mercado que com a Internet, podem ser tão lucrativos quanto o mercado de massa. Quem quiser saber mais, sugiro que dê uma olhadinha em meu TCC.

Neste tópico então, com o auxílio da teoria da Cauda Longa, apresento a importância de se explorar os nichos de mercado e como os usuários dos buscadores estão utilizando a ferramenta de forma mais avançada. Isso significa que a utilização de termos genéricos na busca está caindo, o que contribui para que os pequenos empresários, que não têm dinheiro para se destacar em termos genéricos, tenham mais oportunidade de aparecer nos resultados.

6)      Aplicação

Depois de definir as palavras-chave entramos no ciclo da implementação nas estratégias de otimização. Aqui, fica o alerta para utilizar as palavras-chave tanto em otimização on page quanto off page. Sem se esquecer dos perfis em redes sociais que a sua empresa ou você participam.

7)      Avaliação

Fechando o ciclo chegamos à avaliação. Toda estratégia possui esta fase de avaliação, justamente para saber se tudo o que foi feito até então está dando certo ou precisa de ajustes. Aqui ferramentas como o próprio Google Analytics podem ajudar, e muito, a corrigir desvios ou melhorar o que está dando certo.

8)      Conteúdo

Por ter começado a minha carreira na web com conteúdo, como redatora no Baixaki, acredito que falar de conteúdo é muito pertinente neste caso. De nada adianta você ter um site otimizado com palavras-chaves interessantes se seu conteúdo não “fideliza” o cliente. Vale lembrar que conteúdo é rei e por um bom tempo continuará a ser.

Muitas empresas se perguntam: “o que é conteúdo relevante”. Isso é natural, pois sempre vemos em eventos e blogs que produzir conteúdo relevante é fundamental, importante e tal. Mas como saber o que é relevante para seu cliente?

A partir disso, trouxe algumas ideias e cases que julgo interessantes em vários aspectos. O primeiro citado foi o do Compra3. Por ter um modelo de negócio difícil de entender, textos e vídeos com as dúvidas mais frequentes (enviadas pelos clientes por email) foram criados para ajudar a explicar o negócio e as vantagens do mesmo.

O blog do Meu Móvel de Madeira também foi citado por trazer informações e conteúdo extremamente rico e diferente para os clientes da empresa. Assim, é possível se posicionar como uma fonte de informações interessantes e, de forma sucinta, apresentar seus produtos.

O e-commerce de pisos, Madeira Madeira também foi citado. Com excelente conteúdo sobre os produtos que vende, é um case de conteúdo voltado à conversão com muitas informações sobre o produto exposto.

A EcoBike Courier, com o vídeo do Biker Fábio, deu exemplo de como criatividade é tudo na produção de conteúdo. De forma extremamente simples, o vídeo mostra o cotidiano da empresa e como o prestador de serviço executa seu trabalho. Certamente quem consome este serviço, gostaria de saber como as entregas são feitas.

Há quem não goste, mas o Plantão 190 no Twitter é um bom exemplo de produção de conteúdo. Ao contrário dos jornais tradicionais, o perfil se dá ao direito de falar diretamente com o seu público e oferece conteúdo exclusivo aos seus seguidores.

A MestreSEO é sem dúvida um grande exemplo de produção de conteúdo voltado ao reconhecimento da empresa como uma referência em seu mercado. Com isso, ajudar a explicar e a desmistificar seu mercado pode ajuda-lo a transformar-se em uma referência.

Por fim, cases de CGC (Consumidor Gerador de Conteúdo) tão presente em sites de social commerce. Aqui, Yahoo! Respostas e Camiseteria são exemplos de empresas que usam os seus consumidores para produzir conteúdo de qualidade sobre seus serviços.

9)      Era da personalização

Finalizando a palestra, retomei o tema personalização e fiz um alerta aos profissionais e usuários dos buscadores, redes sociais e redes de notícias sobre os filtros de informação. Trazendo a perspectiva de Chris Anderson com o artigo “The Web is Dead” e Eli Parsier com os filtros bolha (já falei sobre ambos aqui), lancei algumas dúvidas ao profissional de SEO sobre como será o trabalho a partir desta variável de ranqueamento. De forma resumida, ambos trazem à tona os perigos da personalização da web, o que nos priva de aproveitar o aspecto livre e rico de todo o conteúdo produzido.

10)   Fechamento

Para fechar a apresentação utilizei uma frase muito interessante que diz assim:

Fonte: Martha Gabriel

A seguir, você encontra a apresentação que já está disponível no SlideShare:

Gostaria de deixar aqui meu muito obrigado a Martha Gabriel pelo convite e a presença de todos ao longo do curso que, sem dúvida, foi sensacional!

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